No último mês de fevereiro, Daniel Dorsainvil
e sua esposa foram mortos a tiros no meio da rua, em Porto
Príncipe, capital do Haiti. Daniel foi um dos principais
dirigentes da Associação Nacional de Organizações Populares
(ANOP) durante os anos 1990. Além disso, fundou a organização
de direitos humanos Grupo para uma Alternativa de Justiça
(GAJ), era coordenador da Plataforma de Organizações Haitianas
de Direitos Humanos (POHDH) e um dos principais dirigentes da
Coordenação de Resistência Popular Benoit Batravil (KRPBB, que
faz parte da articulação de seis forças políticas que
constroem uma frente ampla, o Movimento Patriótico Democrático
Popular (MPDP). Em homenagem a Daniel e sua companheira, houve
em Porto Príncipe, uma vigília patriótica. A seguir, veja nota
da CIPOML em homenagem a Daniel e sua companheira.
O Partido Comunista do Trabalho da República Dominicana conhecia as qualidades revolucionárias de Daniel e sua companheira, também assassinada. Dorsainvil foi militante da luta popular e revolucionária por mais de vinte anos, e atualmente fazia parte da luta para que as tropas estrangeiras, amparadas pela ONU, saiam do Haiti, o que nos leva a não descartar a possibilidade de que seu assassinato esteja relacionado a isso.
Conhecendo essas qualidades revolucionárias e a luta que leva a cabo o povo haitiano para que as forças militares estrangeiras desocupem imediatamente seu território, o Comitê Coordenador da CIPOML expressa sua solidariedade com os companheiros e familiares de Daniel, ao mesmo tempo que se compromete a denunciar esse fato e continuar exigindo que saiam do Haiti as tropas estrangeiras, entra as quais há contingentes enviados por governos demagogos e populistas, como o de Rafael Correa, do Equador.
21 de fevereiro de 2014
Comitê Coordenador da
Conferência Internacional de Partidos e Organizações
Marxista-Leninistas (CIPOML)
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